Olá
Faz uma semana que não escrevo, fora a preguiça, não tinha muito o que escrever mesmo.
Bom, mas vi hoje que tenho uma coisa pra postar sim, uma coisa que, dependendo do ponto de vista, pode ser engraçado ou não. É claro que contando, qualquer um vai achar engraçado, mas na hora só eu sei como fiquei tão p. da vida, que nem sei como consegui ter coragem pra fazer o que fiz.
Bom, vamos ao início: A Carol, uma amiga minha da facul me ligou me chamando pra ir numa baladinha de um amigo nosso que fez curso com a gente, mas que trancou. Essa baladinha seria na Barra Funda. Ok, topei. Chegando lá, vi uns amigos que trancaram o curso, não só o aniversariante. É um pessoal legal, bem divertido. A maioria gay (homens e mulheres) e me dou muito bem com eles (meu melhor amigo é gay, por sinal), então, a diversão estaria garantida né?
Salvo o caso de, nesse lugar, só tocar uns tipos estranhos de música, acho que era um reggae latino, sei lá. E estar num lugar que toca música desconhecida, pra mim não rola. Preciso conhecer pelo menos as batucadas da música. Lembra do Villa Country que mencionei uns posts atrás? Então, eu conhecia o ritmo da música, mas não curtia, é diferente rss.
O pessoal subiu lá pra laje, o lugar era uma casa, que foi transformada em barzinho com pista, pequeno, mas bem legalzinho, um pessoal bonito (a maioria gay, o que não serve pra mim, mas...) e meu amigo Júlio, ficou lá embaixo comigo, pois lá em cima tava garoando e o cabelo de TODO mundo que tava lá é liso natural, então, isso começou a me deixar irritada. Ficar fugindo de garoa numa balada é no mínimo, patético.
Pois bem, meu cabelo e eu ainda não nos damos bem. Ne pista, tentei dançae e deixar me levar com a música, mas em um momento me senti uma tonta dançando um ritmo que não conheço e nem sei como é que se dança. E meu espanhol tá mais pra portunhol que qualquer coisa, então, eu nem entendia o que tava sendo tocado.
Resolvo ir embora, mesmo meus amigos insistindo pra eu ficar, mas também tava rolando maconha, e uma coisa que me deixa nada à vontade é cheiro de maconha em lugar fechado. Juntando a chuva então =(
Resolvi ir até a avenida pegar meu ônibus que passa de tempos em tempos de madrugada. Peguei ônibus naquele ponto durante um ano, então não tinha problema, principalmente porque era uma sexta feira, as duas baladas na avendida estavam cheias, tinha muita gente na rua saindo do Alcobaça e do (ARGH!) Villa Country.
Eis que, cheguei no ponto, e tinha um cara GORDOOOOO de pé, e um garoto de uns 20 e poucos anos dormindo, hibernando mesmo. Tava muito frio e o cara tava ate com as mãos pra dentro da camisa. O GORDÃO (HUNF!) Tava de pé, e devia ter pelo menos uns 30 e poucos se não 40 anos.
E o diabo do cara ficava olhando pra mim.
Eu via porque eu tava olhando na direção dele, porque o ônibus vinha de lá. Tava cedo ainda pro ônibus passar, sei a hora correta dele passar no ponto, porque faço as contas de quanto tempo ele leva de Correio até lá, já que sei os horários certos de partida dele. Tinha até polícia na rua na frente das baladinhas, uns 50, 100 metros mais à frente. Por isso nem estava preocupada. Mas me irritava a ideia de que o cara parecia que tinha perdido alguma coisa na minha cara.
O menino acordou, e perguntou pro cara que horas eram. Eu estava à uma distânca de, pelo menos, 2, 3 metros longe deles, eu tava de pé, encostada num ferro que servia de suporte para o ponto. Tava garoando, mas eu, logo que cheguei no ponto, fechei meu guarda-chuva, o coloquei em uma sacolinha (sempre prevenida), e pus dentro da bolsa. O cara GORDOOOO d repente, falou alguma coisa pro menino, e os dois olharam pra mim. Aquilo tava começando a me irritar, porque ei sabia que era de mim que eles estavam falando. Não é mania de perseguição não. Tipo quando você chega num lugar e o pessoal pára de flar, ou então, quando olahm pra você depois de terem falado alguma coisa. Não sou paranóia com isso não, mas naquela hora, eu tinha razão.
Aí o GORDOOO, veio pra perto de mim, passou por mim,, ficou encostado do outro lado no pilarzinho, o mesmo que eu estava, e ficou olhando pra minha cara. Nâo aguentei aquela cara e soltei um "Pois não?????" Aí o cara perguntou de onde eu era, aff, eu disse que era pra ele sair fora, porque eu pegava ônibus naquele ponto há muito tempo, e nunca tive problemas, e não era agora que eu ia ter. (maloqueira nada, ams se eu me amedronto, o cara ia aproveitar), o cara continuou falando sei lá o que, perguntei se eu ia ter que mudar de ponto, ele balançõu os braços, tipo que "Ahnnn, muda então". Isso foi a gota. O ônibus ainda demoraria uns 8 minutos pra chegar no ponto, eu não sabia o que faria, mas mudar de ponto, nem ensar, até mesmo porque eu poderia perder o ônibus e outro só passaria dali a uma hora. Nisso, com receio do cara, eu já tinha aberto minha bolsa, e tirei meu guarda-chuva de dentro dela, sei lá, acho que pra ter algo na mão caso eu precisasse. E vi que, o cara GORDOOO ficou olhando pra bolsa enquanto eu tirava, acho que deve ter pensando o que eu estava fazendo, se estava tirando uma faca, uma arma, sei lá. Mas que ele ficou olhando, ficou.
Quando vi que ele se aproximou de mim, e eu estava com meu celular no cós da calça (a calça não tinha bolso na frente), eu meio que entrei em pânico, pensei que ele queria me roubar, e sem pensar, taquei com o guarda-chuva mlhado na cabeça dele. Duas vezes. Bem rápido, e o ônibus tinha se adiantado e estava saindo no semáforo uns 30 metros antes. Quando o ônibus chegou, nesse meio tempo, eu já estava xingando o cara de tudo que é nome feio. O pessoal do ônibus viu que tinha algo errado e uns 4 caras desceram pra me ajudar. Perguntaram o qu tinha acontecido. Falei que o GORDDDO mecheu comigo porque eu tava sozinha. Ficava olhando pra mim e rindo e os caras ficaram nervosos e foram pra cima do cara. Deram uns chutes e uns tapas na cara dele. Enquanto que eu subia no ônibus respondendo à perguntas do tipo "O que aconteceu? Ele mexeu com você? Ele te roubou?, dos curiosos que estavam no ônibus.
O ônibus foi saindo e só vi o cara sentado no chão, meio desnorteado, sei lá se bateram pra valer ou se só "tiraram uma com ele", coisa que ele queria fazer comigo.
O bacana disso tudo é que, nesse ônibus, sempre vem a maior parte de caras qeua trabalham e saem do serviço de madrugada, então o ônibus vem cheio, sempre com as mesmas pessoas. Quando eu pegava ônibus lá. Eu conhecia até o cobrador e o motorista, vinha batendo papo com eles no caminho. Então, é povo simples, que moram em Taipas, um lugar bem de classe média baixa, pra não dizer bem baixa, mas um povo bem honesto. Fiquei sabend de uma vez, nesse mesmo ônibus, eu não pegava mais a linha, porque tinha saído do serviço, que o cobrador, o nome dele é Ventura, que foi defender uma mulher de um ladrão que tentara pegar sua bolsa, e acabou sendo esfaqueado. Os passageiros foram pra cima do cara só não matarm de tanto bater porque a polícia chegou. Mas a coragem dos caras, e principalmente, a do cobrador, é algo admirável.
É bacana você saber que ainda existem pessoas que, tentam fazer algo de bom, seja defender alguém desconhecido, ou ajudar alguém que precisa. Isso entra em uma das virtudes que estou estudando na aula de Filosofia: Coragem. Coragem de se arriscar por alguém que nvocê não conhece, mas porque é o certo a se fazer. Dessa forma, a coragem é boa. Porque existe a coragem para o mau também. Mas isso é assunto pra outro post. POr hora, queria só comentar dessa "minha" coragem de me defender, e pela coragem dos desconhecidos do 8549 Taipas, por terem feito o certo, que é defender alguém que precisa, alguém frágil como eu (entre aspas né, porque vi que me guarda-chuva nem abre mais, quebrou de vez rss)
É só isso por hoje xD
segunda-feira, 7 de junho de 2010
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