segunda-feira, 5 de julho de 2010

Correria atrás da bandana no playcenter

Esses dias eu tenho andado meio na correria. Não com relação à trabalho, infelizmente ainda tô procurando emprego. Mas quem acha que uma mulher que fica em casa, não tem o que fazer? Serviço de casa não pára e eu como uma boa filha que sou, ajudo muuuuito a minha mãe. Lavo banheiros, quintal, passo pano, tiro pó, lavo tapetes pra não dizer mais coisas. Mas tenho tido tempo pra me divertir também. E é sobre isso que vou falar.

Meu primo me ligou numa segunda-feira, há umas 2, 3 semanas atrás me chamando pra ir no playcenter no dia seguinte. Achei estranho, pois esse meu primo, o Bruno, é uma das pessoas mais cagaças que eu conheço. Ele simplesmente tem medo dos brinquedos. Mas minha surpresa logo foi pro saco: ia ter show da Pitty, e ele havia ganhado 2 passaportes numa promoção aí. Ok, fomos, ele ficava com a minha mochila enquanto eu ia nos brinquedos, e me acompanhava nas filas até a entrada pras adrenalinas rss, foi bacana. Naquele dia, enquanto ele tava vendo o show, eu tava nos brinquedos, sozinha mesmo, de boa. Essa era uma promoção da rádio metropolitana e teria mais oportunidades de ir de grátis em todos os dias de jogo do Brasil, no dia seguinte teria a distribuição de bottons pra troca de passaportes, então, avisei à algumas pessoas da minha sala e no dia seguinte estávamos lá numa fila giganteeeescaaaa no Tatuapé, pra pegar botton. Até que o botton é bonitinho, da coca cola, maior que um botton normal, já tenho um verde, um vermelho, um laranja e falta o cinza que eh lindoooo =). Então foi uma galerinha da sala pegar os bottons, iam no playcenter, no próximo domingo, 18 pessoas.

No domingo, nos encontramos na Barra Funda, e fomos pro playcenter, tava muito sol, ua dia propício. Seria jogo do Brasil e show do D2. Tinha muuuuita gente feia lá, mas ok, estávamos em galera, foi bem bacana. Um menino vomitou na fila e pingou vômito de vinho no meu all star branco, mas ok (ele ficou 10 dias de molho, mas saiu a mancha). O que tava me irritando de verdade era aquelas aguinhas que ele soltam nas filas pra refrescar e eu tava DE ESCOVA POW, acho que eles não entendem. Direto, quando chegava perto desses jatinhos, eu colocava minha blusa de capuz, mas só o capuz, na cabeça, nem vestia a blusa. Os jatinhos nem eram muitos, mas qualquer pessoa que tenha cabelo enrolado sabe que, qualquer pingo já é o suficiente pra fazer o cabelo dizer “CHEGUEEEEEEI”, então, me entendam, please.

Na hora do jogo, teve até briga, estávamos no epicentro da briga e quase que os caras vem pra cima da gente né...a minha colega, Mônica, até caiu no chão, foi um dos caras pra um lado, outro foi pro outro, eu saí correndo quase caindo, mas ok...show do D2 se não tiver briga não é show do D2.

Entre o jogo e o show e também no intervalo do jogo, no palco, eles jogavam brindes. Eu nunca fui de ficar em muvuca pra pegar brindes, mas eu tava de olho, desde o primeiro dia, em umas mãozonas que tavam jogando. Aquelas mãozonas de torcida, sabe, mas deixei pra lá. Eis que vem o Léo, um amigo que foi, com umas 8 bandanas amarelas na mão, ele deu pra gente algumas e ficou com 2. Tinha bandana vermelha também, mas ele só conseguiu pegar amarela. Ele é super alto, então, é fácil pegar os brindes que eles jogavam. Mas muvuca, eu realmente tô fora.
No outro dia que fui, na sexta-feira seguinte, foi só eu e o Léo...ele pegou camiseta, boné com anteninhas, bandana de novo, 2 amarelas e UMA vermelha. Mas como ele que pegou, ele me deu a amarela, e ficou com a vermelha né...mas eu queria muito a vermelha, porque até aí eu já tinha 2 amarelas e NENHUMA vermelha. Até fui perto do palco pra tentar trocar, mas não consegui passar dos seguranças. O Léo até foi bem legal, disse que, se eu não conseguisse pegar bandaninha vermelha das outras vezes que eu fosse, porque eu já tinha dito que iria em todos os shows que eu pudesse, que ele me daria a bandana vermelha depois das férias, mas nem seria justo, ele que foi pra multidão pegar, né? Eu que ficasse com a bandana amarela mesmo. Aquele dia foi show do Jammil...foi bacana, mas novamente fiquei sem a minha bandaninha vermelha.
No outro dia que fui pegar botton pro último jogo que o Brasil ganhou, seria show do Jota Quest. Na fila dos bottons, conheci 2 garotas que curtem muito Jota Quest e trocamos telefones e tal (essa história eu conto mais pra frente), o meu amigo Léo tinha voltado pra cidade dele pra passar as férias, achei que ia sozinha, pois meu primo trabalha, mas ele não trabalharia naquela segunda-feira. ÓTIMOOOOO. Fomos, e na entrada eles estavam DISTRIBUINDO bandana, só que AMARELA =(, lá dentro também em algumas filas, só bandana amarela. Encontramos um casal com 2 amigos que conheci no dia dos bottons e eles estavam com as bandanas VERMELHAS e disseram que deram na entrada. Na minha vez de entrar era a porra da amarela né? Hunf, que raiva meu, um monte de gente com bandana vermelha. E o mico eu na fila tentando achar alguém que tinha 2 bandanas vermelhas pra pedir pra trocar uam comigo? Mas parecia ouro aquela cor, todo mundo queria, porque parece que era a mais difícil. Se fosse o contrário, a amarela sendo a mais difícil, todo mundo ia querer a amarela. Não é pela cor, se uma é mais bonita ou não, mas sim pela dificuldade de conseguir, não é possível. As pessoas devem sentir uma certa necessidade de tentar conseguir o que não é fácil. Consegui fazer o Bruno ir em alguns brinquedos, uma conquista surpreendente. Foi muito engraçado ver a cara dele no boomerang, parecia que estava saltando de pára-quedas pela primeira vez, quase não abriu o olho..foi mais legal ver a cara dele do que o brinquedo em si kkk. Na hora dos brindes, eu fui pra multidão, mas nada de jogarem bandana vermelha, só amarela, que saco !!!
Me irritava ver pessoas com mais de uma bandana vermelha, eu tinha vontade de pedir pra trocar, mas tentava me conter. O meu primo só ria, dizia que era cômico eu atrás de uma bandana.


Na hora de ir embora, na rua pro metrô, eu vi um garoto, devia ter uns 18 anos, com 3 bandanas vermelhas. Não tive dúvidas, perguntei se ele trocaria uma bandana vermelha por uma amarela, eu já tava com 5 bandanas amarelas com a que fui. O menino não começou a levar pra outro lado? Perguntando o que ele ganharia com a troca...eu disse que ganharia a bandana amarela no lugar de uma vermelha. Acabou por dizer que já tinha amarela (Com a facilidade de distribuição, óbvio né?), mas é um absurdo um garoto se aproveitar do meu desespero pra tentar ganhar sei lá o que ele queria, em troca né? Que raiva que fiquei dele, e do playcenter como um todo. Porque o meu objetivo maior (tirando um in off) de ir ao playcenter era pegar a porcaria da bandana vermelha, já que consegui tudo quanto é brinde do parque né? (Tudo bem, foi o Léo...detalhe). A gente tem uma neura com brindes né? Queria todos os bottons, depois todas as bandanas, uma de cada cor, que influência é essa que os brindes tem com a gente? E não sou só eu não, conheço uma par de gente que tem fissura por brindes e querem um de cada cor SIM, não queria ser uma dessas pessoas né? Mas fazer o que?
Acabou que não tive a bandaninha vermelha, fiquei com raiva de não tê-la conseguido e não fui ao próximo show do Brasil...que perdeu. Disseram que a culpa foi minha porque todos os jogs anteriores, eu tava no playcenter, menos nesse. Fui culpada por algumas pessoas, mas se não tive bandana, o Brasil também não teve a taça, ora bolas !!! O sentimento de perda é o mesmo =(
Será que o Léo me dá a dele quando ele voltar de férias?


Mas o que valeu a pena mesmo foi ter encontrado com as meninas que conheci na fila pra pegar passaporte pro show do Jota Quest, que aliás, foi DEMAAAAAAAIS. Depois do jogo, no sábado seguinte, uma delas me ligou dizendo que tinha um ingresso sobrando pra um show deles, no Memorial da América Latina, perguntando se eu queria ir...eram 20h30 quando retornei a ligação pra saber que tinha me ligado. As 21h00 eu tava no ônibus pra ir no show. Que foi MARAVILHOSO, adorei, e não tinha aquelas pessoas arruaceiras do playcenter, já que era um show fechado né?

Fiquei pensando como é bom a gente ser “dada”, não é? No dia dos bottons, peguei amizade com as meninas, porque eu converso mesmo com qualquer pessoa, seja na fila, pedindo informação...sou bem sociável. E isso tráz coisas boas, oportunidades boas. Realmente não sei como as pessoas introvertidas vivem...gente, comunicação, hellooooooo
Usei essa comunicação toda pra conseguir bandaninha vermelha, mas não rolou. O que importa agora foi que me diverti pra caramba no show do Jota Quest. Mas como não dou muita sorte nessas coisas, o show foi no sábado, vim de ônibus pra casa, e hoje recebi torpedo da Raquel, a garota que me chamou dizendo que, depois que nos despedimos, eles encontraram com a banda e que rolou bate papo, fotinhos, e que só faltou eu lá.

Arghhhhhhhhhh =( =( =( =( =( =( =( =( =(


Sentimento de perda de bandaninha de novo

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Defesa pessoal KKKKK

Olá

Faz uma semana que não escrevo, fora a preguiça, não tinha muito o que escrever mesmo.

Bom, mas vi hoje que tenho uma coisa pra postar sim, uma coisa que, dependendo do ponto de vista, pode ser engraçado ou não. É claro que contando, qualquer um vai achar engraçado, mas na hora só eu sei como fiquei tão p. da vida, que nem sei como consegui ter coragem pra fazer o que fiz.

Bom, vamos ao início: A Carol, uma amiga minha da facul me ligou me chamando pra ir numa baladinha de um amigo nosso que fez curso com a gente, mas que trancou. Essa baladinha seria na Barra Funda. Ok, topei. Chegando lá, vi uns amigos que trancaram o curso, não só o aniversariante. É um pessoal legal, bem divertido. A maioria gay (homens e mulheres) e me dou muito bem com eles (meu melhor amigo é gay, por sinal), então, a diversão estaria garantida né?

Salvo o caso de, nesse lugar, só tocar uns tipos estranhos de música, acho que era um reggae latino, sei lá. E estar num lugar que toca música desconhecida, pra mim não rola. Preciso conhecer pelo menos as batucadas da música. Lembra do Villa Country que mencionei uns posts atrás? Então, eu conhecia o ritmo da música, mas não curtia, é diferente rss.

O pessoal subiu lá pra laje, o lugar era uma casa, que foi transformada em barzinho com pista, pequeno, mas bem legalzinho, um pessoal bonito (a maioria gay, o que não serve pra mim, mas...) e meu amigo Júlio, ficou lá embaixo comigo, pois lá em cima tava garoando e o cabelo de TODO mundo que tava lá é liso natural, então, isso começou a me deixar irritada. Ficar fugindo de garoa numa balada é no mínimo, patético.

Pois bem, meu cabelo e eu ainda não nos damos bem. Ne pista, tentei dançae e deixar me levar com a música, mas em um momento me senti uma tonta dançando um ritmo que não conheço e nem sei como é que se dança. E meu espanhol tá mais pra portunhol que qualquer coisa, então, eu nem entendia o que tava sendo tocado.

Resolvo ir embora, mesmo meus amigos insistindo pra eu ficar, mas também tava rolando maconha, e uma coisa que me deixa nada à vontade é cheiro de maconha em lugar fechado. Juntando a chuva então =(

Resolvi ir até a avenida pegar meu ônibus que passa de tempos em tempos de madrugada. Peguei ônibus naquele ponto durante um ano, então não tinha problema, principalmente porque era uma sexta feira, as duas baladas na avendida estavam cheias, tinha muita gente na rua saindo do Alcobaça e do (ARGH!) Villa Country.

Eis que, cheguei no ponto, e tinha um cara GORDOOOOO de pé, e um garoto de uns 20 e poucos anos dormindo, hibernando mesmo. Tava muito frio e o cara tava ate com as mãos pra dentro da camisa. O GORDÃO (HUNF!) Tava de pé, e devia ter pelo menos uns 30 e poucos se não 40 anos.

E o diabo do cara ficava olhando pra mim.

Eu via porque eu tava olhando na direção dele, porque o ônibus vinha de lá. Tava cedo ainda pro ônibus passar, sei a hora correta dele passar no ponto, porque faço as contas de quanto tempo ele leva de Correio até lá, já que sei os horários certos de partida dele. Tinha até polícia na rua na frente das baladinhas, uns 50, 100 metros mais à frente. Por isso nem estava preocupada. Mas me irritava a ideia de que o cara parecia que tinha perdido alguma coisa na minha cara.

O menino acordou, e perguntou pro cara que horas eram. Eu estava à uma distânca de, pelo menos, 2, 3 metros longe deles, eu tava de pé, encostada num ferro que servia de suporte para o ponto. Tava garoando, mas eu, logo que cheguei no ponto, fechei meu guarda-chuva, o coloquei em uma sacolinha (sempre prevenida), e pus dentro da bolsa. O cara GORDOOOO d repente, falou alguma coisa pro menino, e os dois olharam pra mim. Aquilo tava começando a me irritar, porque ei sabia que era de mim que eles estavam falando. Não é mania de perseguição não. Tipo quando você chega num lugar e o pessoal pára de flar, ou então, quando olahm pra você depois de terem falado alguma coisa. Não sou paranóia com isso não, mas naquela hora, eu tinha razão.

Aí o GORDOOO, veio pra perto de mim, passou por mim,, ficou encostado do outro lado no pilarzinho, o mesmo que eu estava, e ficou olhando pra minha cara. Nâo aguentei aquela cara e soltei um "Pois não?????" Aí o cara perguntou de onde eu era, aff, eu disse que era pra ele sair fora, porque eu pegava ônibus naquele ponto há muito tempo, e nunca tive problemas, e não era agora que eu ia ter. (maloqueira nada, ams se eu me amedronto, o cara ia aproveitar), o cara continuou falando sei lá o que, perguntei se eu ia ter que mudar de ponto, ele balançõu os braços, tipo que "Ahnnn, muda então". Isso foi a gota. O ônibus ainda demoraria uns 8 minutos pra chegar no ponto, eu não sabia o que faria, mas mudar de ponto, nem ensar, até mesmo porque eu poderia perder o ônibus e outro só passaria dali a uma hora. Nisso, com receio do cara, eu já tinha aberto minha bolsa, e tirei meu guarda-chuva de dentro dela, sei lá, acho que pra ter algo na mão caso eu precisasse. E vi que, o cara GORDOOO ficou olhando pra bolsa enquanto eu tirava, acho que deve ter pensando o que eu estava fazendo, se estava tirando uma faca, uma arma, sei lá. Mas que ele ficou olhando, ficou.
Quando vi que ele se aproximou de mim, e eu estava com meu celular no cós da calça (a calça não tinha bolso na frente), eu meio que entrei em pânico, pensei que ele queria me roubar, e sem pensar, taquei com o guarda-chuva mlhado na cabeça dele. Duas vezes. Bem rápido, e o ônibus tinha se adiantado e estava saindo no semáforo uns 30 metros antes. Quando o ônibus chegou, nesse meio tempo, eu já estava xingando o cara de tudo que é nome feio. O pessoal do ônibus viu que tinha algo errado e uns 4 caras desceram pra me ajudar. Perguntaram o qu tinha acontecido. Falei que o GORDDDO mecheu comigo porque eu tava sozinha. Ficava olhando pra mim e rindo e os caras ficaram nervosos e foram pra cima do cara. Deram uns chutes e uns tapas na cara dele. Enquanto que eu subia no ônibus respondendo à perguntas do tipo "O que aconteceu? Ele mexeu com você? Ele te roubou?, dos curiosos que estavam no ônibus.

O ônibus foi saindo e só vi o cara sentado no chão, meio desnorteado, sei lá se bateram pra valer ou se só "tiraram uma com ele", coisa que ele queria fazer comigo.

O bacana disso tudo é que, nesse ônibus, sempre vem a maior parte de caras qeua trabalham e saem do serviço de madrugada, então o ônibus vem cheio, sempre com as mesmas pessoas. Quando eu pegava ônibus lá. Eu conhecia até o cobrador e o motorista, vinha batendo papo com eles no caminho. Então, é povo simples, que moram em Taipas, um lugar bem de classe média baixa, pra não dizer bem baixa, mas um povo bem honesto. Fiquei sabend de uma vez, nesse mesmo ônibus, eu não pegava mais a linha, porque tinha saído do serviço, que o cobrador, o nome dele é Ventura, que foi defender uma mulher de um ladrão que tentara pegar sua bolsa, e acabou sendo esfaqueado. Os passageiros foram pra cima do cara só não matarm de tanto bater porque a polícia chegou. Mas a coragem dos caras, e principalmente, a do cobrador, é algo admirável.

É bacana você saber que ainda existem pessoas que, tentam fazer algo de bom, seja defender alguém desconhecido, ou ajudar alguém que precisa. Isso entra em uma das virtudes que estou estudando na aula de Filosofia: Coragem. Coragem de se arriscar por alguém que nvocê não conhece, mas porque é o certo a se fazer. Dessa forma, a coragem é boa. Porque existe a coragem para o mau também. Mas isso é assunto pra outro post. POr hora, queria só comentar dessa "minha" coragem de me defender, e pela coragem dos desconhecidos do 8549 Taipas, por terem feito o certo, que é defender alguém que precisa, alguém frágil como eu (entre aspas né, porque vi que me guarda-chuva nem abre mais, quebrou de vez rss)

É só isso por hoje xD

sábado, 29 de maio de 2010

Sensibilidade demais????

Olá...

Faz uns dias que não escrevo, pra falar a verdade, desde sábado, o dia em que postei sobre o cachorro. Não conseguia escrever nada sobre ele depois que...bem, eu liguei na Zoonoses e eles me disseram que chegaram lá, e o cachorro já tinha morrido. Fico imaginando quanto tempo ele ficou lá sofrendo, com dor...ahnnn, tento não pensar nisso hoje, mas domingo e segunda, fiquei bem mal por causa disso.

Mas o pior foi ainda outra coisa. A minha mãe veio falar merda pra mim né? E no dia seguinte, sei lá, acho que tava precisando de uma palavra de conforto, algo assim, liguei pra minha prima, a Cíntia (normalmente chamo ela de Tata – desde pequenina – mas hoje é Cíntia , porque eu tô bem brava com ela), pra contar que o cachorro tinha morrido e tal. Ela deixou bem claro que acha que eu ôu exagerando, que o cachorro não deve ter ficado tanto tempo sofrendo, e ba. Ahnnn, e ainda disse que ela não maltrata animal (mas também não faz nada pra ajudar, que merda).

Minha madrinha disse a mesma coisa, ainda soltou um “Ahnnn Phernanda, você ás vezes também hein?” Ás vezes eu também o quê? Me preocupo com os bichinhos? SIM Sou uma idiota sensível demais SIM TAMBÉM Prefiro ser assim do que como elas, porque a Cíntia por exemplo, só se preocupa com o próprio umbigo, e nada mais. Confesso que fiquei bem decepcionada com ela e com minha mãe. Esta última, por exemplo, nunca, NUNCA me ensinou a amar os animais, eu aprendi porque fui criada pela minha tia, ou na escola, só pode ser, porque ela mesma, não lembro de ter me ensinado essas coisas pequeninas, mas com importâncias gigantescas que os pais costumam ensinar aos filhos HUNF =(

Ultimamente tô prestando um pouco mais de atenção nessas coisas, nas coisas supérfluas com que as pessoas se preocupam e as mais importantes, muitos não estão nem aí. E isso me incomoda ao extremo. Como eles conseguem dormir à noite? Realmente não entendo. Eu não estou nesse mundo à passeio. Quero e preciso fazer coisas boas, pra poder fazer alguma diferença para o mundo. Se as pessoas existem só pra procriar e nada mais, ok, problema delas. Mas eu tenho TODO o direito de me sentir mal com isso, certo?

Depois escrevo mais, sem idéia (ainda com acento) no momento.

Ahnnn, e hoje morreu Dennis Hopper e Gary Coleman. Pena =(

sábado, 22 de maio de 2010

Hoje tá sendo um dia horrível.

Ainda bem que já são meia noite e meia e ele tá acabando.

Mas infelizmente, os problemas não somem só porque a noite acaba.

O dia começou pra mim beeeem tarde, pois fui à uma festa ontem à noite e só cheguei em casa às três da manhã. Fui à uma festa-rodízio de PIZZAAAAAA. Detalhe: eu não como pizza. Mas não sei porquê, mas ontem o cheiro dela estava simplesmente MARAVILHOSO !!! E ela era tão fininha...diferente das pizzas aqui perto de casa que mais tem recheio que não sei o que. Ok, comi alguns pedaços. Tentei pegar só as que não tinham queijo (falo pras pessoas que tenho alergia a queijo, mas não é verdade, eu não gosto mesmo, e pra não ficar chato, fico que sou alérgica rss), mas como a maioria tinha queijo, tive que comer com esse “leite podre estragado há dias” (que é queijo !!!). Peguei de calabresa, tava gostoso e quase não senti o gosto de queijo, por isso não passei fome rss.

Mas voltando ao assunto. Acordei tarde hoje, e acho que alguém lá de cima me castigou, porque se eu tivesse levantado da primeira vez que acordei, às dez horas, ou da segunda vez, ao meio-dia, eu não teia tido o pesadelo que tive.

Sonhei que uma tia minha tia falecido. Mas foi um onho tão, mas tão real, com elementos que realmente existem, sabe. Acordei meio desnorteada, liguei pra ela e tava tudo bem. Minha mãe sempre diz que é saúde pra pessoa. Nossa, se depender dos meus sonhos então, as pessoas vão viver eternamenteeeee. Li em algum lugar, ou foi na aula de filosofia que vi, não lembro agora, que nossos sonhos tem a ver com o que temos mais medo. E meu maior medo é a morte. Não minha, mas das pessoas que amo.

Por via das dúvidas, vou visitá-la amanhã. Ela tava super bem, reclamona como sempre xD.

Fui à tarde na casa da minha tia, quando tava saindo de lá, minha prima disse pra eu dar a volta na rua, e não fazer o caminho que normalmente eu faço. Ahnnnn, não sei se as coisas acontecem por acaso, ou porque realmente tem que acontecer, mas o caso é que não segui seu conselho, pois dar a volta me faria perder mais tempo. Na verdade, nunca aconteceu nada de ruim comigo aqui no meu bairro, mas entendo que é melhor não vacilar né? Mas eram dez da noite e ainda havia pessoas na rua. Não, não fui assaltada nem nada disso. Mas isso não quer dizer que não tenha me acontecido nada. Tô mal até agora. Quando tava chegando na avenida, vi um cachorro deitado na calçada. Não sei porque resolvi chegar mais perto dele, talvez porque parecia ser um cachorro bem cuidado, e pela minha experiência com cães (que não é pouca), é difícil um cão que já tá acostumado a morar nas ruas, ficar deitado em um lugar tão acessível e que passam pessoas, e eles estava em um lugar que as pessoas passavam toda hora. O cachorro estava respirando, fiz barulho para chamar sua atenção, mas ele nem se mexeu. Vi que, debaixo da cabeça dele, tinha uma sujeira que penso que poderia ser vômito. Ele tinha uma faixa na patinha traseira. Uma mulher passou (tava vindo da igreja) e disse: Óhnnn, tadinho, foi atropelado. E nem parou. Que diacho de igreja é essa que não ensina as pessoas a fazerem alguma coisa pelos animais???? Continuei lá tentando fazer o bichinho se mexer, mas nada. Ele nem abriu os olhos. Era um poodle preto, não pareia ser de rua. A gente conhece quando um cachorro é de rua ou não e cão de rua, dificilmente se deixa ser atropelado porque eles já conhecem, já estão acostumados a andar pra lá e pra cá. Os cães que fogem ou que são abandonados pelos donos que costumam se machucar.

Eu realmente não podia fazer NADA pelo cão. Há uns três meses atrás trouxe pra casa uma cadelinha filhote que estava abandonada em uma caixa de sapato na rua. Se eu trago outro, minha mãe me mata (Ela não tem coração mesmo HUNF!). Ficamos com essa cachorra, por isso que não podia trazê-la.

Na mesma hora liguei pro 156 (Serviço de Atendimento ao Cliente da Prefeitura de São Paulo) pra informar que havia um cachorro acidentado na rua. Já trabalhei nessa empresa. Nessa que presta serviços pra prefeitura.. Sei exatamente como funciona. Liguei, informei a solicitação que queria fazer, a atendente pegou os dados e disse que o prazo é de até um dia pra resolverem. Esses resolverem é: A Zoonoses vai entrar em contato comigo amanhã, pra confirmarem os dados e vão até o local pra retirarem o cachorro e levá-lo pro centro de zoonoses. Provavelmente, se o cachorro estiver machucado demais, vão sacrificá-lo, o que é uma pena, um cachorro tão bonito. Mas pelo menos farão algo pro bichinho não sofrer mais.

Na verdade, um doa motivos que eu tô muito mais chateada é que, quando eu trabalhava lá, não lembro da Zoonoses trabalhar de domingo, o que a atendente me confirmou, mas...o que ela sabe? Trabalhando lá, vi que os atendentes não sabem as um décmo das informações que passam pros clientes e pelo menos 5% eles inventam porque “acham” e, se isso for verdade, eles só vai na segunda retirar o bichinho. E se estiver aberta amanha, nem adianta muito, porque o prazo é de até um dia, 24 horas, ou seja, amanhã até umas dez da noite. Mas pôs, o Cachorro tá sofrendo AGORA, e se amanhã até as dez horas ele não tiver agüentado e já tiver morrido? Liguei pros bombeiros pra saber se eles podiam fazer alguma coisa né? Porque nos filmes, eles retiram gatos de cima de árvore. Mas eles disseram que tem que esperar a Zoonoses mesmo.

Acho simplesmente um ABSURDO uma coisa dessas. Um bichinho não ter o direito à vida, praticamente. Se você mata um cachorro, isso é negligência e você não é punido por isso. Um cachorro que tive, negaram atendimento à ele quando ele foi atropelado porque meu pai só tinha levado pouco dinheiro, esperaram muito pra atendê-lo e quando aconteceu, foi tarde demais. Quis processas o hospital por omissão de socorro, mas a polícia disse que eu não podia è...chamei a polícia sim), porque cachorro era propriedade, então, podia processar por negligência, mesma coisa se alguém tivesse riscado meu carro, essas coisas.

Não tem resgate pras pessoas? Não tem hospital púbico de pessoas? Devia ter também pra animais, e gratuitos, porque os hospitais de animais que existem, são particulares. Não entendo porque aqui nesse país de MEEEEERDAAAA como o Brasil, as coisas são tão diferentes. Na Europa, se você mata um cachorro, você é preso. Se você quer ter um cachorro, primeiro você passa por uma espécie de treinamento, para que você aprenda a como cuidar de um, e como agir conforme cada situação. Aqui as pessoas maltratam os animais, jogam pedra, nem ligam. BRASIL DE MERDA. Eu ainda pergunto porque? Porque é uma BOSTAAAA esse país. Esse mundo é uma bosta sim, e são pouquíssimas as pessoas que tentam mudar alguma coisa.

Penso no bichinho, na dor que ele deve estar sentindo que nem deixou ele se mexer quando tentei tocar nele. Tudo bem que há pessoas nessa mesma situação nas ruas, e ninguém liga. Tenho dó delas, e faria o que pudesse pra ajudá-las, mas cachorro nessas condições me parte o coração. Esses tempos me perguntaram o que eu poderia ter nesse exato momento, uma coisa só, que me fizesse ser feliz. Respondi que, queria tem uma fazenda enormeeee, com condições de contratar veterinários e criadores de animais, pra poder mandar pra lá todos os cachorros de rua que eu encontrasse. Para que fossem tratados, e vivessem felizes. Claro que abriria pra adoção, e castraria todos eles. Dizem que dinheiro não traz felicidade. Discordo. Se eu tivesse dinheiro, fazer esse bem tirando os animais das ruas, me faria muito feliz. Não só à mim, mas aos animais em questão. Teria que ser muitas fazendas, mas não teria problema. Até já fiz as contas. Se eu ganhasse um milhão em um show do milhão da vida, ou na mega sena. Mas sonhando mais baixo, vamos fazer a conta com 2 milhões. Com 500 mil eu compraria alguns terrenos, fazendas, sei lá. Umas três bem razoáveis, acho, o restante, eu colocaria num banco e renderia mais ou menos 10 mil reais por mês, com essa grana eu contrataria veterinários pra irem pelo menos 2 vezes por semana no local, e uns 6 criadores pra trabalharem 12 x 36, dando banho, dando comida e água, e tals. Claro que eu teria ajuda de lugares, iria atrás disso pra ganhar rações, equipamentos etc. Eles teriam algo em troca, claro, seriam meio que os “patrocinadores” do lugar (infelizmente ninguém faz nada de graça. Aí eu ficaria bem contente, iria atrás de clínicas veterinárias e Pet Shops pra fazer propaganda do lugar e fazer com que as pessoas fossem visitar pra adotar um amiguinho. Essa seria minha missão de vida. Ahnnn se eu tivesse grana e não precisasse trabalhar, me dedicaria à isso, com certeza. Fazer um mundo melhor pros nossos bichinhos.

Mas voltando à realidade, o cãozinho está lá ainda, sofrendo, com dor, e só amanhã vão resolver. Ahnnnn, esse governo FILHODUMAPUTA. Essas pessoas sem coração, que não pensam em fazer nada pelos outros, seres humanos ou não. Às vezes eu acho que se, Deus acabasse com o mundo e deixasse só os animais vivos, seria um bem enorme que ele faria. Espero que esse cãozinho não sofra. Olho pra Bella e sinto tanta vontade de apertar. E a amo tanto. Depois eu conto a história dela. É tão linda. Queria poder fazer o mesmo por todo animal que vejo abandonado, machucado por aí, mas não há dinheiro suficiente pra isso. O governo tem, mas não faz nada que preste com ele. MUNDO HORROROSO DO CACETE. HUNF =(

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Blog - O Início

Boa Tarde à todos (as)

Faz tempo que estou naquela "Faço um blog ou não?" Penso se as pessoas vão se interessar pelo que tenho a dizer. Na verdade, nem me interessa isso. Sei que muitas pessoas vão acessá-lo diariamente, porque muita coisa que escreverei aqui são coisas que muitas pessoas pensam, mas que não saem por aí falando alto. Até mesmo porque se, fossêmos dizer tudo o que vem à cabeça, não teríamos um só amigo. Aí é que entra a questão "Sinceridade". Que é bem diferente de falar tudo o que vem à mente. Mas até que ponto essa sinceridade é saudável? Magoar as pessoas falando a verdade é saudável? Dizer coisas que as pessoas não querem ouvir, mas que achamos que elas merecem ouvir a verdade, é legal? Ou é apenas um ponto inicial para que seu círculo de amigos vá diminuindo aos poucos? Claro que há situações e situações. Eu por exemplo, tive uma grande amiga, há um tempo atrás, sabe aquela amiga mesmo? De verdade? Aquela que você tá sempre junto, que é confidente, sua irmã? Então, é essa mesma. Ela era super a fim de um cara, apaixonada mesmo, e saia com o cara de vez em quando. Quando saímos uma vez em casal, um amigo dele foi também, e conversando com esse amigo, ele me disse que a Renata era uma das 5 que ele ficava. Demorei uma semana pra ter coragem de contar pra Renata que o cara ficava com outras também, porque sabia que ela ia desabar, afinal, o cara era tudo pra ela, mas contei, não dava pra econder uma coisa dessas da sua melhor amiga, certo? Isso foi em uma sexta-feira. Ela era feirante, mas trabalhava só de sábado e domingo, porque de semana ela estudava. Na segunda-feira ela não atendeu o telefone nem o celular, isso se esntendeu na terça, na quarta...aí já comecei a ficar preocupada. Qual não foi a minah surpresa quando ela disse pra minah mãe que acreditou em mim, mas que preferia que eu não tivesse contado nada pra ela. E ela simplesmente sumiu da minha vida. Nunca mais me ligou nem nada. Minha mãe disse que eu não devia ter me metido, mas eu agi corforme eu gostaria que tivessem agido comigo, se fosse eu a "trouxa" da história.


Foi realmente uma pena o que aconteceu. Sinto a falta dela até hoje. Tem foto dela no meu mural aqui no quarto, e vez ou outra olho pra ela com uma saudades... Mas ao mesmo tempo não me arrependo de ter contado, porque espero que tenha servido de algo, que ela tenha desencanado de vez de ficar sofrendo pra sempre por causa de um cara que não queria nada sério com ela. Sinceridade, nesse caso, me fez perder uma amizade que eu valorizava muito, mas...será que isso era recóíroco? No fundo, acredito que sim, mas que a Renata era muito vulnerável, em se tratando do Luciano, ela não soube ver a importância de uma amizade e a importância do que ela sentia por ele, o que valia a pena e o que não valia. Eu prezo muito a sinceridade, é claro que fico bem puta da vida quando dizem algo que não concordo, me sinto contrariada sim. Mas serve pra eu repensar nas minhas atitudes e tentar fazer o melhor da próxima vez. Pois eu valorizo muito minhas amizades, mas ao mesmo tempo, sei que as amizades verdadeiras me entenderão quando eu resolver falar o que penso, se não entenderem, é porque não são meus amigos pra valer. Ninguém é obrigado a entender, mas tenho certeza de que essas pessoas pensarão sobre isso. Se isso é bom, se não é, por que, até que ponto, em quais situações, etc... Essa reflexão, espero que seja positiva...de verdade.

E viva a sinceridade *\o/*